Quem não lembra das chuvas na BARÂO, bastava cair algumas gotas para que tudo ficasse inundado, eu não podia sair de casa porque a água batia no joelho, e não é exagero, começava lá na Getúlio e terminava na Guaranha, pra ir no armazém (Dois Irmãos) era um caos, mas lógico nós queríamos ir para fazer folia na água.
Ali tinha um caminho que facilitava o acesso pra quem quisesse ir para o colégio, tanto o Leopolda Barnewitz, quanto o Pão dos Pobres, sei que tinha uma fabriqueta de mochilas militares ali, (agora não lembro o nome), então era um aguacero só, sei que nossos pais nos diziam para não entrar na água, mas que de nada adiantava, a gurizada só queria saber de zoeira, e quando a chuvarada era muito forte, íamos para a Redenção para tomar banho no lago dos (pedalinhos), era o maior barato, quase sempre eram nas chuvas de verão, então saíamos com a maior aguaceira, chegávamos lá, tomávamos banho e sem demora o sol saía, então voltávamos com aquele sol de rachar, todo molhado e embarrado, e o pessoal na rua sequinho.
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