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Este blog tem a pretensão de resgatar histórias de um grupo de amigos, que na década de 70 foram muito unidos em torno de uma agremiação chamada "Clube Atlético Patropí", um time que nasceu no bairro "Menino Deus", mais precisamente na rua "Barão do Gravataí".
Que a experiência seja boa...

31 de janeiro de 2009

Festa do Piérre

Ninguém falou ainda do Pierre aquele filho da mãe cretino. Depois de ter perdido a Loiva pela décima vez estava eu curtindo uma fossa na Getúlio. Aliás a Loiva merece um capitulo a parte. Claro só posso falar por mim. Com certeza a menina na época era um pitel de formosura e tinha muitos admiradores. Tava cheio de gavião na área. E isso fazia as coisas esquentarem no meio da gurizada.Eu mesmo me estranhei com alguns competidores. Bem, o Pierre bandido me viu naquele estado funestro cruzando a Barão com a Getulio, perto da casa dele.Conversamos um pouco no murinho perto da esquina. Eu estava bebado, pra lá de baguidá. Aí o cara disse: - Tenho uma solução prá ti. Vem comigo! Eu não tinha muita opção lá fui. Pela Getulio atravessamos a Ipiranga e entramos na Marcilio a esquerda. Daqui a pouco o Pierre:- É aqui. Entramos. Chegando lá não demoro muito para minha surpresa um choque, nunca tinha visto aquilo. Achei que íamos encontrar gatas gostosas peladas. E pra minha surpresa e espanto a festa era de veado. Naquela época ninguem dizia gay. Era veado. Dois caras no sofá se beijando. Olhei pro Pierre e o porre se foi num instantinho. Não sabia onde me meter. E o Pierre sério. Parecia que ele levava a sério aquilo. Os caras eram faixa dele. O cara queria que eu bebesse mais. Mas de jeito nenhum. Fui saindo de fininho. O Pierre tava explicando pro veado que a minha era outra. E o veado até pediu desculpas. Nunca mais falei com o Pierre tal a minha indignação. Foi um choque na hora mas foi muito hilário também. Depois contei prá alguns, ninguém acreditou. Pois é esse Pierre não sei não!

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