Quem somos...
Este blog tem a pretensão de resgatar histórias de um grupo de amigos, que na década de 70 foram muito unidos em torno de uma agremiação chamada "Clube Atlético Patropí", um time que nasceu no bairro "Menino Deus", mais precisamente na rua "Barão do Gravataí".
Que a experiência seja boa...

12 de dezembro de 2009

Campinho do Grillo II.

É verdade Mello, os espaços para "peladeiros" profissionais como nós, sumiram, não existem mais, lembra quando jogávamos na praça, tinha o "areião", o "merdão", o bequinho entre a 4 Jacós e a Barão, o espaço do mercado, que era calçado, e com uma leve "rampa", o "Grillo" e por aí vai, como tu bem dizes, aprendia-se a escapar da bota e do carrinho, que naquela época não era proibido, na verdade quem corria risco era quem dava o carrinho, imagina deslizar em areião, e entulho, quase sempre saía todo esfolado, isso no mínimo. Eu mesmo uma vez jogando na Borges, ao lado do prédio do Ipê onde tinha um campinho de areia do Guaíba, dei um carrinho e deslizei com a canela num cano de ferro enterrado, meu foi um horror, tenho a cicatriz até hoje.
Eu joguei poucas vezes no campinho do Grillo, mas lembro que não devíamos bater a bola nas paredes das casas, sempre tinha um para dizer que aquela era a casa do "Buda", do "Tadeco", do "Ferradura" e por aí vai nós nem sabíamos de quem era a casa, mas metia medo os nomes, então era melhor respeitar, e todos sabiam que na "GUARANHA" a coisa pegava, ao lado oposto ao Grillo "a direita da tua foto Mello" tinha um bar, e volta e meia a bola caía la dentro, quando não tinha ninguém na porta assistindo e que não deixava a bola entrar, depois neste local foi morar um cara que foi meu colega no colégio, o Luiz Antônio, mas isso já foi bem mais recente...

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