Empurra empurra federal era isso mesmo. Lembro que na João Alfredo os "Pedro/ Paulo"(PM's) colocavam cordas grossas de nylon azul em toda extensão da João Alfredo e os moradores da rua deixavam pequenos bancos de madeira para marcar seu lugar para quando chegasse a hora do desfile que as vezes começava tarde e muitas vezes chovia e estragava tudo. As fantasias dos passistas ficavam deploráveis.E os carros alegóricos destroçados. Haviam também desfile de tribos indígenas e isso era muito bacana pois os caras dançavam como índios em pé de guerra (meu brinquedo preferido de criança "Forte Apache").E tinha muita índia pelada também. Bem, lá na Barão com uns nove/dez anos eu conheci uma figura que marcou muito nos carnavais. Algúem lembra da Marilda prima do Hortêncio. Pois a Marilda, magricela, de pé no chão, no carnaval se vestia de bailarina . Véio era amarrado naqueles cabelos claros e olhos verdes. Apaixonei direto e vivia atrás dela no carnaval da João Alfredo só de longe naquela curtição platônica que sempre foi caracterísitica minha .Cara eu lembro que se aventurar no empurra empurra tinha que ser corajoso.Muitas vezes atravessei pelos cantos da João Alfredo investido de muita coragem pois tinha gente de todos os tipos. Foliões, sacanas, bêbados, tarados, PM's, maloqueiros, trapaceiros, de tudo. Mas mesmo assim era divertido! E o carnaval deixava sempre uma nuvem branca de saudade. Terminava o verão e vinham as aulas. E tudo voltava ao ponto de partida...
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