Quem somos...
Este blog tem a pretensão de resgatar histórias de um grupo de amigos, que na década de 70 foram muito unidos em torno de uma agremiação chamada "Clube Atlético Patropí", um time que nasceu no bairro "Menino Deus", mais precisamente na rua "Barão do Gravataí".
Que a experiência seja boa...
Este blog tem a pretensão de resgatar histórias de um grupo de amigos, que na década de 70 foram muito unidos em torno de uma agremiação chamada "Clube Atlético Patropí", um time que nasceu no bairro "Menino Deus", mais precisamente na rua "Barão do Gravataí".
Que a experiência seja boa...
30 de abril de 2010
O CASARÃO
Pois é, eu andei por aquele casarão! Cheguei até a sonhar com aquilo. Mas muito curiosos entramos pelas salas vazia pisos quebrados, cheiro de umidade e mofo, quando ainda tinha telhas na cobertura. A entrada era pela Getúlio e tinha uma escada de madeira logo à esquerda, para o andar de cima. Algumas peças já não se podia acessar, lá em cima. Pelos fundos se entrava na cozinha -pelo menos tinha paredes com cara de cozinha e piso de ladrilhos. Mas isso tudo foi ao longo de muitos anos. Segundo a mãe do Neco, o terreno e a casa pertencem a uma família em algum país da Europa e ainda está sendo discutido entre herdeiros. Mas é uma confusão grande que persiste. Lembro que a escada tava podre demais. Lá de cima se enxergava as peças de baixo. Tudo muito escuro. Parecia que a qualquer hora tudo ia cair. E caiu mesmo. Começando pelo telhado, e mais tarde todo o andar de cima. O Banana - um sem-teto, morou muito tempo por ali. Era uma baita alemão, até forte, feioso... morreu ali! Depois de uns tempos tomamos conta do pedaço. Mas ninguém entrava lá. Era uma coisa meio sagrada...O lugar que pegamos era o antigo bar da mãe do Didi, a dona Irma. Ali funcionava como casa de apoio - a "garagem" do casarão. Limpamos o local, e tinha até hasteamento da bandeira do Patropi nos finais de semana: era a Patrobaia, alguém lembra? Até hoje o Volnir lembra de ter retirado uma das "taças"do casarão - eram vários ornamentos em forma de troféu que estavam colocados na parte mais alta da cobertura. Em cimento armado, foi pintado de prateado e colocado com cola um pedaço de veludo vermelho na base. Permanecia guardado na Patrobaia. Mas a sede durou pouco. Logo veio a Prefeitura e isolou toda a área com tapumes. Um pedaço dataça, até há pouco, ainda servia de apoio pras venezianas não baterem com o vento na sacada lá em casa. Esse foi o fim do troféu. O casarão foi todo demolido, depois de servir de base pra um salão de cabalereiros, lava carros e eu sei lá o que mais...Coisa tenebrosa, ainda lembro.
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